
É nas palavras que tudo nasce: o que se pensa, o que se faz, o que sente. Neste teatro filosófico, um género nunca visto, espalhado em vários actos e em várias dimensões, Pedro Chagas Freitas escreve um verdadeiro hino à racionalização. E prova, sem margem para equívocos, que, ao longo da nossa vida, só poderemos colocar em causa uma coisa: tudo.
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- Dói-me.
- Esfrega.
- Se esfregar dói mais.
- Se esfregares atinges o limite do que te dói.
- E depois do limite?
- Depois do limite a dor do que sentes acaba.
- Não entendo.
- O que te dói não é a exacta sensação de dor; o que te dói é a certeza de que pode doer ainda mais.
- Pode sempre doer mais.
- Por vezes és tu mesmo que impões o limite à tua dor, és tu que a domesticas e lhe ordenas onde começa e onde acaba.
- Não tenho esse poder.
- Tens. Relaxa, respira fundo, sente a dor a entrar.
- Já entrou. Está cá dentro.
- A dor nunca está, doer é um processo de fora para dentro. A dor não está; a dor vem.
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É uma das 10 obras que lançarei muito brevemente – em edição limitada e autografada.
Para reservar, desde já, um exemplar de ”Espasmos de Pânico", envie e-mail com título da obra, nome e morada para
fabricadeescrita@gmail.com
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